Qual o melhor investimento no exterior?

Estou cogitando investimento no exterior, podem me indicar as melhores opções?

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@MargaridaCastro Olá, pensando em facilidade e custo, uma das primeiras coisas é comparar corretoras confiáveis que atendem brasileiros. Para facilitar, deixo uma tabela simples que fiz quando estava pesquisando:

Plataforma Idioma do suporte Depósito inicial Tipos de ativos
Avenue Português Não exige mínimo Ações, ETFs, REITs
Interactive Brokers Inglês e português limitado Não exige mínimo Ações, ETFs, opções, renda fixa
Stake Inglês Não exige mínimo Ações e ETFs

No meu caso, optei pela Avenue para começar justamente pela simplicidade do processo e pela ajuda com documentos fiscais. Depois migrei parte do capital para a Interactive Brokers. Tudo depende do nível de experiência que você tem e do que pretende operar.

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@MargaridaCastro bom, quando você pensa em investir no exterior, é importante olhar o cenário inteiro e não só uma plataforma.

O ideal é aproveitar o mercado global para construir uma carteira que resista ao tempo. Isso envolve buscar setores variados, estudar ETFs amplos e manter uma estratégia contínua de aportes em dólar. Investimentos internacionais tendem a funcionar melhor quando fazem parte de um plano duradouro, com paciência e disciplina.

A lógica é evitar apostas rápidas e focar em ativos sólidos que sejam capazes de atravessar ciclos econômicos diferentes.

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@MargaridaCastro se você quiser algo mais visual, recomendo muito esse vídeo do canal The Plain Bagel explicando por que investir fora pode ser uma forma de diversificar o risco. O vídeo é em inglês, mas é direto e mostra de forma prática como pensar em alocação global:

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@MargaridaCastro eu passei exatamente por essa dúvida quando comecei a estudar investimentos no exterior e acabei descobrindo que existem várias possibilidades interessantes, cada uma servindo para um objetivo diferente. Vou compartilhar aqui o que eu mesmo fui entendendo ao longo do caminho, porque isso me ajudou muito a montar minha estratégia e talvez ajude outras pessoas também.

Ações internacionais

Quando comecei a olhar para investir fora, as ações americanas foram o primeiro tipo de ativo que me chamou atenção. A sensação de poder comprar uma fatia de gigantes como Apple, Microsoft ou Johnson and Johnson é bem diferente de investir só na B3. O lado bom é a liquidez enorme e a quantidade de informação disponível. O lado desafiador é lidar com a volatilidade e aceitar que o câmbio vai sempre influenciar no resultado. Mesmo assim, para mim valeu a pena porque abriu espaço para um nível de diversificação que eu não conseguia ter aqui dentro.

ETFs internacionais

Depois que entendi melhor o funcionamento das bolsas lá fora, percebi que os ETFs eram ainda mais práticos. Eu pessoalmente acho ótimo poder comprar um único ativo e, ao mesmo tempo, ter exposição a centenas de empresas. O ETF que replica o S&P 500 foi um dos primeiros que comprei justamente por ser simples e amplo. Também acabei gostando dos ETFs temáticos, que permitem focar em setores específicos quando faz sentido para a carteira. Para quem não quer analisar empresa por empresa, eles facilitam muito.

REITs

Outra descoberta que me empolgou foram os REITs. Eu sempre gostei da ideia de renda imobiliária, mas a estrutura dos fundos nos Estados Unidos é bem diferente da brasileira. Quando percebi que existiam REITs que investem em hospitais, data centers, galpões logísticos e até infraestrutura de telecomunicação, passei a olhar para eles com bastante interesse. O fluxo de dividendos também me chamou muita atenção porque costuma ser estável. O único cuidado que sempre tenho é acompanhar o movimento dos juros americanos, já que isso afeta bastante o setor.

Títulos do Tesouro dos Estados Unidos

Em um segundo momento, comecei a buscar opções mais seguras para equilibrar o portfólio. Foi aí que entrei nos Treasuries. Eles são vistos como alguns dos títulos de renda fixa mais seguros do mundo, então comecei a usar uma parte deles para dar estabilidade à carteira. Acabei gostando do fato de existirem versões de diferentes prazos e também os papéis indexados à inflação americana, que servem para momentos específicos.

Fundos internacionais

Antes de abrir conta diretamente em corretoras no exterior, eu usei fundos internacionais oferecidos por gestoras brasileiras. Achei uma forma simples de começar porque tudo é feito em reais, sem me preocupar com envio de dinheiro para fora. Depois que ganhei mais confiança, preferi ir direto para as corretoras estrangeiras por causa da liberdade de escolha, mas ainda acho os fundos uma porta de entrada muito prática.

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@MargaridaCastro Olá! Eu comecei lá fora usando apenas ETFs porque são mais simples e já oferecem diversificação automática. Um ETF que replica o S&P 500, por exemplo, já te coloca dentro das maiores empresas do mundo em um único ativo. Depois fui adicionando fundos imobiliários americanos e alguns papéis de tecnologia. Se você ainda está na fase de decisão, vale buscar primeiro quais classes de ativos fazem sentido para seu perfil e depois escolher a corretora.

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@MargaridaCastro um ponto que muita gente esquece é o câmbio. Muita gente escolhe a corretora e não pensa que vai lidar com dólares sempre. Se você pretende investir com frequência, vale analisar plataformas que ofereçam câmbio competitivo ou que permitam converter e manter dólar com taxas menores. Além disso, entenda com calma o W8BEN, que é o formulário fiscal para operar nos EUA. Ele é simples, mas indispensável para evitar tributação errada nos dividendos.

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