Factoring é um termo em inglês correspondente ao ‘fomento mercantil’. Trata-se de um serviço entre empresas para oferecer suporte e apoio gerencial em troca de direitos de crédito.
Funciona assim: em vez de uma empresa esperar pelo faturamento dos ativos a receber, como duplicatas, cheques pós-datados e outros títulos de crédito, a empresa de factoring compra esses direitos e, em troca, fatura o valor num prazo mais curto na sua conta empresarial, como se estivesse recebendo à vista.
Mas Factoring não é uma prática bancária e não deve ser confundida com tal, nem é forma de financiamento. É realizada por meio de um Contrato de Fomento Mercantil entre empresas autônomas, independentes, que se regulam pelas leis de mercado, com base na livre concorrência.
É uma poderosa ferramenta de auxílio às pequenas e médias empresas das áreas industrial, comercial, de atacado, de varejo e de serviços com dificuldades para crescer. Como o fluxo de caixa está sempre no limite, esperando pelos valores a receber, o factoring se torna uma alternativa atraente às instituições bancárias.
Mas o que o factoring pode fazer pela sua PME?
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Quando você consegue que o valor das suas vendas a prazo caiam mais cedo na sua conta (sem ter que custear o antecipação de recebíveis do banco), você consegue planejar prazos de pagamento maiores para os seus clientes. Esse benefício é um forte diferencial em vendas, que se reflete no aumento do ticket médio e no volume de vendas.
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Com o aumento das vendas e do ticket médio, você aumenta o faturamento, o que te dá poder para fazer melhores negociações com seus fornecedores em prazos, descontos e bonificações, dando um respiro melhor no seu caixa.
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Com o seu caixa menos ‘estressado’, você consegue lidar com os seus picos de gastos do caixa, como dias de pagamento dos funcionários, de impostos etc sem apertar tanto o cinto.
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É um serviço independente, então você não tem a obrigação de contratar outros serviços de pacote ou pagar taxas extras, como no caso dos bancos.
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Algumas empresas de factoring fazem toda a gestão de suas contas a pagar e a receber e inadimplentes. Você pode, portanto, focar no seu planejamento financeiro e nas demais gestões da sua empresa, sem gastar tanto do seu tempo fazendo isso.
O factoring é uma atividade comercial regularizada em Londres em 1808 (a primeira empresa de factoring foi a William Iselin & Co.). No Brasil a atividade foi regularizada em 1982, com a fundação da ANFAC. Alguns meses depois, o Banco Central publica a Circular nº 703, praticamente proibindo a atividade.
Apenas em 1988, a diretoria do Banco Central, com edição da Circular nº 1359, revogou a Circular nº 703, enfatizando, porém, que a atividade de factoring não podia ser confundida com atividade de instituição financeira definida na Lei nº 4595/64 nem a ela se assimilar.
Tipos de Factoring
Aqui, o modelo de factoring mais comum é o de factoring convencional, mas existem outros:
Factoring Convencional: compra dos direitos de créditos das empresas fomentadas, através de um contrato de fomento mercantil;
Factoring Maturity: a Factoring passa a administrar as contas a receber da empresa fomentada, eliminando as preocupações com cobrança;
Factoring Trustee: além da cobrança e da compra de títulos, a Factoring presta assessoria administrativa e financeira às empresas fomentadas;
Factoring Exportação: aqui, a exportação é intermediada por duas empresas de Factoring (uma de cada país envolvido), que garantem a operacionalidade e liquidação do negócio;
Factoring Matéria Prima: a A Factoring é intermediário entre a empresa fomentada e seu fornecedor de matéria-prima. A Factoring compra à vista o direito futuro deste fornecedor e a empresa paga à Factoring com o faturamento gerado pela transformação desta matéria prima.
Qual a diferença entre factoring e financeira?
A principal diferença entre factoring e banco envolve a propriedade das faturas. A factoring realmente compra as faturas com desconto, enquanto os bancos exigem que a emrpesa prometa ou atribua as faturas como garantia de um empréstimo.