Valores têm queda, o que vai aliviar os contratos de empréstimos já vigentes, especialmente os de maior quantidade de parcelas.
Em um movimento que busca melhorar a vida de aposentados e pensionistas, o governo baixou medida no dia 04/03 para que as taxas de juros do empréstimo do INSS, assim como do cartão de crédito, sejam diminuídas,
Com taxas menores, o empréstimo do INSS vai consumir menos da renda dos aposentados e pensionistas, gerando prejuízos menores também, já que estes empréstimos são, algumas vezes, atos desesperados que estes aposentados precisaram tomar.
Vamos mostrar quais são os valores de corte, apontar para as consequências disso e trazer um balanço da importância que os créditos consignados vêm tomando nas decisões do governo em relação ao INSS e ao FGTS.
De quanto é o desconto dos juros do empréstimo do INSS?
De acordo com o publicado no Diário Oficial, os valores caíram de 1,76% ao mês para 1,72% ao mês no caso de empréstimos e de 2,61% ao mês para 2,55% no caso de cartões de crédito e similares.
Apesar de não parecerem valores muito expressivos, é importante entender que uma das estratégias que os bancos usam com o empréstimo do INSS é o de estender as parcelas ao máximo, para garantir o máximo de parcelas, e de lucratividade, da operação.
Ou seja, com um corte, mesmo pequeno como este, contratos em 24 ou 36 meses têm um desconto considerável no final da operação.
O que essas e outras iniciativas do governo estão tentando estimular?
Uma das maiores questões da equipe econômica do governo Lula é o acesso a crédito e o perdão de dívidas de pessoas de baixa renda, como aposentados e trabalhadores, isso porque estas pessoas, ao contrário de pessoas com maior poder aquisitivo, acabam gastando o dinheiro que possuem ao invés de guardá-lo.
Ao gastar o dinheiro, a pessoa de baixa renda ajuda a economia se desenvolver, e como existe uma tendência desta pessoa de gastar o dinheiro localmente, ela acaba ajudando sua própria região com recolhimento de impostos e mantendo a economia girando.
Por isso mesmo existe, por exemplo, uma série de projetos de uso de parte do saldo do FGTS em empréstimos, financiamento da casa própria e outras questões importantes, que acabam se tornando fazendo com que as pessoas tenham acesso a mais dinheiro e façam mais compras, vivendo melhor e fazendo com que a economia continue forte.
Existem desafios nessa forma de trabalho, mas até o momento o governo tem conseguido domar a inflação dos preços e permitido que mais empréstimos consignados sejam oferecidos.
É importante, porém, que o aposentado e pensionista se lembre que, idealmente, não é recomendável comprometer mais de 30% da sua renda em empréstimos, mesmo que o limite atual seja de 45%.
