Caixa Econômica Federal pretende testar o pagamento do Bolsa Família através do Drex. Novidade atingirá milhões de beneficiários nos próximos meses; confira.
Em uma iniciativa inédita, a Caixa Econômica Federal anunciou planos para testar o pagamento do programa Bolsa Família através da versão digital do real entre abril e maio deste ano.
Em suma, a proposta visa aprimorar o acesso ao recurso, sobretudo para os moradores de regiões remotas, onde a conectividade e o acesso às agências bancárias são desafiadores.
A medida impactará milhões de beneficiários do Bolsa Família nos próximos meses e, além de modernizar os pagamentos, também tornará o processo mais eficiente e inclusivo.
Caixa planeja mudar os pagamentos do Bolsa Família
A Caixa Econômica Federal surpreendeu ao anunciar, na última segunda-feira (26/2), que planeja uma mudança significativa nos pagamentos do Bolsa Família. A proposta é testar, entre abril e maio deste ano, o uso do Drex, a versão digital do real, como forma de depositar o benefício.
Essa inovação, como já mencionado, visa facilitar o acesso ao recurso para a população que reside em áreas remotas do país, onde o acesso à internet e às agências bancárias é mais limitado.
Em outras palavras, a ideia da instituição é depositar o valor do Bolsa Família pelo Drex em um cartão que pode ser utilizado mesmo em áreas sem acesso à internet.
A prova de conceito, uma vez bem-sucedida, abrirá caminho para debates internos e discussões com o Ministério da Economia e o governo federal sobre os próximos passos a serem tomados.
O que é o Drex e como vai funcionar?
Em fase de testes, o Drex não é uma criptomoeda, mas sim uma representação digital do real. A versão abrirá as portas para transações financeiras seguras, que envolvem ativos digitais e contratos inteligentes.
Em princípio, esses serviços serão processados pelos bancos na Plataforma Drex do Banco Central, que utiliza a tecnologia de registro distribuído (DLT).
Para acessar o Drex, é necessário um intermediário financeiro autorizado, como a Caixa. Este intermediário facilitará a transferência do dinheiro da sua conta para a carteira digital do Drex, e também irá garantir total segurança nas transações com ativos digitais.
A expectativa é que ele democratize o acesso aos serviços financeiros, reduza os custos de produtos como empréstimos e seguros, e permita um ingresso mais amplo no ambiente de investimentos.
Estima-se que cerca de 5% dos beneficiários do Bolsa Família poderão utilizar essa nova ferramenta.
O que dizem os especialistas sobre a mudança?
Rafael Dias Silva, superintendente nacional da Caixa, ressalta que a adoção do Drex pode trazer benefícios significativos para as economias locais.
Além disso, a novidade pode impulsionar a bancarização no Brasil, uma vez que permite que as pessoas realizem compras em seus próprios municípios, o que fomenta assim os pequenos negócios e comerciantes locais.
Por sua vez, Evandro Avellar, gerente nacional de serviços financeiros da Caixa, reconhece a crescente digitalização das populações, mesmo nas áreas mais remotas.
Contudo, ele alerta para a exposição a transações não seguras devido à falta de regulamentação adequada. Afinal, a introdução do Drex visa proporcionar maior segurança nesses processos, de modo a facilitar o acesso de todos às novas tecnologias.
