A Reforma da Previdência em 2019 complicou a escolha da aposentadoria no INSS e passou a exigir compreensão das regras para evitar prejuízos. Confira a seguir.
Desde a implementação da Reforma da Previdência em novembro de 2019, a escolha da aposentadoria ideal no INSS tornou-se um desafio. Os cálculos demandam atenção, e muitos desconhecem as particularidades que podem afetar seus benefícios.
Na prática, garantir o melhor benefício nem sempre é automático, e compreender as novas regras é crucial para evitar prejuízos. Especialistas destacam que a falta de conhecimento pode resultar em salários aquém do potencial.
Em outras palavras, a legislação prevê o direito ao melhor benefício, mas nem sempre isso ocorre na prática. Nesse contexto, torna-se essencial compreender as novas regras para evitar prejuízos.
Quais são os tipos de aposentadoria do INSS disponíveis atualmente?
A saber, as formas mais comuns oferecidas pelo INSS: a aposentadoria por idade e por tempo de contribuição. Esta última se divide em:
- Idade dos contribuintes;
- Pedágio de 50%;
- Pedágio 100%.
Há ainda outras modalidades que consideram situações específicas, como por exemplo a aposentadoria por invalidez.
Além disso, ainda podemos citar as aposentadorias especiais, que contemplam condições diferenciadas para profissões como professores, trabalhadores rurais e atividades com grau de insalubridade.
Como saber qual o melhor tipo de aposentadoria do INSS?
A escolha da melhor regra de aposentadoria varia de acordo com o caso e a situação financeira do trabalhador. Por exemplo, um homem de 55 anos, que começou a trabalhar aos 18, pode se enquadrar em cinco regras de transição da reforma.
Ao optar pelo pedágio de 100%, ele pode se aposentar, mas receberá apenas 72% do benefício. Se esperar mais sete anos, em 2030 poderá se aposentar com 100% do benefício.
No caso de uma mulher de 45 anos, que começou a trabalhar aos 23, quatro regras de transição são aplicáveis.
Nessa situação, cálculos indicam que a melhor opção, ao considerar o valor do benefício e o tempo até a aposentadoria, é o sistema de pontos. Dessa forma, ela poderá se aposentar em 2042, com 100% do benefício.
Diante disso, a importância do planejamento previdenciário destaca-se como uma medida preventiva contra atrasos e transtornos ao se aposentar.
Com cerca de dez situações possíveis de enquadramento de acordo com as atuais regras de transição, faz-se necessário avaliar cada caso individualmente.
A saber, o planejamento previdenciário é um serviço de assessoria oferecido por especialistas, que identificam a regra mais apropriada para cada situação.
Em alguns casos, é vantajoso para o contribuinte aguardar um pouco mais para se aposentar, enquanto em outros é necessário regularizar contribuições em atraso para evitar recusas no pedido de aposentadoria.
Além disso, vale mencionar que, com base no histórico do contribuinte, é realizada uma projeção de sua renda futura, e, em determinadas circunstâncias, podem ser sugeridos aumentos nas contribuições para garantir um benefício mais substancial no futuro.
Problemas comuns nas aposentadorias
Problemas frequentes podem surgir durante o processo de aposentadoria, sobretudo para aqueles que adiam a preocupação com esse direito até próximo à sua aquisição.
Questões como a não aceitação de contribuições pelo INSS ou a falta de reconhecimento de vínculos insalubres, que garantiriam um benefício maior, são desafios comuns.
Outra situação envolve o desligamento de uma empresa por meio de um plano de demissão voluntária, onde a pessoa, ao tentar complementar as contribuições por conta própria, pode incorrer em erros tributários.
Isso pode levar a complicações. Em casos como esses, processos administrativos e, eventualmente, judiciais, são necessários para garantir a aposentadoria.
Normalmente, não é obrigatório solicitar a aposentadoria com o auxílio de um advogado. No entanto, obter a orientação correta por conta própria é bastante complicado.
Para aqueles que fazem o pedido sem assistência, o problema mais comum é receber um benefício inferior ao que teriam direito, muitas vezes devido à falta da escolha da melhor regra.
