Pagamento médio de R$ 686,10 do Bolsa Família é novidade para fevereiro, porém cerca de 300 mil famílias foram canceladas devido às novas regras. Confira!
Nesta quarta-feira (28), a Caixa Econômica Federal realiza o aguardado pagamento da parcela de fevereiro do novo Bolsa Família e contempla os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 9.
Apesar do valor mínimo de R$ 600, o novo adicional eleva a média do benefício para R$ 686,10. Por outro lado, neste mês, cerca de 300 mil famílias foram canceladas do programa devido à renda acima das novas regras estabelecidas pelo Bolsa Família.
Em contrapartida, a política de busca ativa adicionou 240 mil famílias ao programa, com foco nos mais vulneráveis aptos a receber o complemento de renda.
Benefícios adicionais aumentam parcelas médias Bolsa Família
A saber, além do benefício básico de R$ 600, o Bolsa Família contempla três adicionais para diferentes necessidades familiares.
O Benefício Variável Familiar Nutriz, por exemplo, oferece seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês até seis meses e assegura a nutrição adequada.
Outros acréscimos incluem R$ 50 para famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos, e R$ 150 para famílias com crianças de até 6 anos.
O pagamento, como de praxe, acontece nos últimos dez dias úteis do mês e agora pode ser consultado no aplicativo Caixa Tem, disponível para dispositivos Android e iOS.
Por que o Bolsa Família exclui beneficiários?
A integração do Bolsa Família com o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) trouxe implicações significativas. Cerca de 300 mil famílias foram excluídas neste mês devido à renda acima dos novos critérios.
Nesse sentido, é crucial atentar para os critérios de participação no programa. Famílias com renda mensal de até R$ 218 por pessoa ou até um salário mínimo (R$ 1.412) para sete pessoas podem solicitar o benefício.
Para receber, é necessário estar inscrito no Cadastro Único, com dados atualizados, realizado nos postos de atendimento da assistência social, como os CRAS. A apresentação de CPF ou título de eleitor é obrigatória.
Famílias já cadastradas devem apenas verificar e manter as informações atualizadas, sem a necessidade de nova inscrição. Porém, vale ressaltar que a inscrição no Cadastro Único não garante entrada imediata no programa.
O Bolsa Família realiza atualizações mensais e analisa quais famílias serão incluídas para receber o benefício.
Perco o Bolsa Família se eu arrumar um emprego?
Depende. Se ao incorporar o salário do novo emprego, a renda familiar por pessoa se situar entre R$ 218 e R$ 706, o beneficiário estará sujeito à regra de proteção e receberá apenas metade do benefício por até dois anos.
Caso a renda familiar por pessoa ultrapasse os R$ 706, o beneficiário pode solicitar o desligamento do Bolsa Família; contudo, manterá o direito ao “retorno garantido” caso perca o emprego ou outra fonte de renda.
Por fim, é importante estar ciente de que esse retorno garantido é válido apenas para quem deixou o programa de forma voluntária.
